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	<title>Blog Ferrari Avaliações</title>
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		<title>O Deemed Cost (custo atribuído)</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 18:04:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ferrari</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O deemed cost, custo atribuído, é uma espécie de reavaliação, que pode aumentar o valor dos bens, mas não pode ultrapassar o valor justo. Também pode diminuir o valor do bem desde que esteja registrado acima do valor justo. Este ajuste não é considerado reavaliação, mas deve ser contabilizado no Patrimônio Líquido na conta denominada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O deemed cost, custo atribuído, é uma espécie de reavaliação, que pode aumentar o valor dos bens, mas não pode ultrapassar o valor justo. Também pode diminuir o valor do bem desde que esteja registrado acima do valor justo. Este ajuste não é considerado reavaliação, mas deve ser contabilizado no Patrimônio Líquido na conta denominada de Ajustes de Avaliação Patrimonial. Este ajuste só é possível na adoção do CPC 27, 37 e 43. O controle deste ajuste deve ser controlado de tal forma que na realização seja baixado do Patrimônio Líquido e levado ao resultado. Fiscalmente não pode ter nenhum efeito contábil.</p>
<p>O deemed cost deve ser aplicado sobre bens que apresentem valor contábil substancialmente inferior ou superior ao seu valor justo que podem trazer distorções no balanço patrimonial e no resultado. Este bem ou conjunto de bens de valores relevantes ainda em operação, relevância esta medida em termos de provável geração futura de caixa. (Valor justo de um ativo é o valor pelo qual um ativo pode ser negociado entre partes interessadas, conhecedoras do negócio e independentes entre si, com ausência de fatores que pressionem para a liquidação da transação ou que caracterizem uma transação compulsória.)</p>
<p>Conseqüentemente, esse procedimento específico não significa a adoção da prática contábil da reavaliação de bens apresentada no próprio Pronunciamento Técnico CPC 27.</p>
<p>A previsão de atribuição de custo na adoção inicial (deemed cost) está em linha com o contido nas normas contábeis internacionais emitidas pelo IASB (IFRS 1, em especial nos itens D5 a D8).</p>
<p>Se realizada reavaliação do imobilizado anteriormente, enquanto legalmente permitida, e substancialmente representativa ainda do valor justo, podem seus valores ser admitidos como custo atribuído.</p>
<p>Se for adotado o custo atribuído (deemed cost) a administração deverá indicar ou assegurar que o avaliador indique a vida útil remanescente e o valor residual previsto a fim de estabelecer o valor depreciável e a nova taxa de depreciação na data de transição.</p>
<p>Consideram-se avaliadores aqueles especialistas que tenham experiência, competência profissional, objetividade e conhecimento técnico dos bens. Adicionalmente, para realizar seus trabalhos, os avaliadores devem conhecer ou buscar conhecimento a respeito de sua utilização, bem como das mudanças tecnológicas e do ambiente econômico onde ele opera.</p>
<p>Os avaliadores devem apresentar relatório de avaliação fundamentado e com informações mínimas que permitam o pleno atendimento às práticas contábeis. Assim, esse relatório deve conter:<br />
(a) indicação dos critérios de avaliação, das premissas e dos elementos de comparação adotados, tais como:<br />
(i) antecedentes internos: investimentos em substituições dos bens, informações relacionadas à sobrevivência dos ativos, informações contábeis, especificações técnicas e inventários físicos existentes;<br />
(ii) antecedentes externos: informações referentes ao ambiente econômico onde a entidade opera, novas tecnologias, benchmarking, recomendações e manuais de fabricantes e taxas de vivência dos bens;<br />
(iii) estado de conservação dos bens: informações referentes a manutenção, falhas e eficiência dos bens; e outros dados que possam servir de padrão de comparação, todos suportados, dentro do possível, pelos documentos relativos aos bens avaliados;<br />
(b) localização física e correlação com os registros contábeis ou razões auxiliares;<br />
(c) valor residual dos bens para as situações em que a entidade tenha o histórico e a prática de alienar os bens após um período de utilização; e (d) a vida útil remanescente estimada com base em informações e alinhamento ao planejamento geral do negócio da entidade.</p>
<p>Considerando a importância das avaliações efetuadas e os efeitos que podem produzir no Balanço da Empresas devem ser aprovados por órgão competente da administração. A defasagem entre a data da avaliação e a da sua aprovação deve ser a menor possível.</p>
<p>Divulgação nas demonstrações contábeis</p>
<p>As demonstrações contábeis deverão conter nota explicativa relacionada à avaliação da estimativa de vida útil e do valor residual dos bens. Essa nota explicativa deve especificar:<br />
(a) as premissas e os fundamentos que foram utilizados para proceder à avaliação e à estimativa das vidas úteis e determinação do valor residual;<br />
(b) as bases da avaliação e os avaliadores;<br />
(c) as datas e o histórico (descrição) da avaliação;<br />
(d) o sumário das contas objeto da avaliação e os respectivos valores;<br />
(e) o efeito no resultado do exercício, oriundo das mudanças nos valores das depreciações; a taxa de depreciação anterior e a atual.</p>
<p><strong>Fonte</strong>: COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS &#8211; INTERPRETAÇÃO TÉCNICA ICPC10, Esclarecimentos Sobre os Pronunciamentos Técnicos, CPC27 &#8211; Ativo Imobilizado e CPC28 &#8211; Propriedade para Investimento</p>
<p><strong>Avaliação inicial para o ativo imobilizado (tópicos)</strong><br />
18. Em função da mudança da prática contábil brasileira para plena aderência ao processo de convergência dessas práticas às internacionais, na adoção inicial do Pronunciamento Técnico CPC 27 (e também do CPC 28 como previsto no item 40), será permitida a utilização do conceito de atribuir novo custo (“deemed cost”) aos bens ou conjuntos de bens que se enquadrarem na previsão do item 21. Essa previsão está em linha com o previsto pelas normas contábeis internacionais emitidas pelo IASB (IFRS 1, em especial nos parágrafos D5 a D8). A diferença básica entre a previsão que consta nesta Interpretação e a do IFRS 1 refere-se ao fato de que não está sendo permitida, nesta ICPC 10, atribuir o novo custo com base no conceito de reavaliação, haja vista que essa previsão está vedada por lei na data da adoção inicial do CPC 27.</p>
<p>20. Os possíveis efeitos da aplicação inicial apurados em relação à diferença de despesas de depreciação do exercício social iniciado a partir 1º de janeiro de 2009, decorrente da modificação das vidas úteis estimadas e dos valores residuais (taxa de depreciação e base depreciável) até então utilizados, deverão ser contabilizados de forma prospectiva no resultado do exercício.</p>
<p>21. Quando da adoção inicial do Pronunciamento Técnico CPC 27 em atendimento pleno do referido Pronunciamento e dos itens 18 e 20 acima, a administração da entidade poderá identificar bens ou conjunto de bens de valores relevantes ainda em operação, relevância essa medida em termos de provável geração futura de caixa, e que apresentem valor contábil substancialmente inferior ao seu valor justo (conforme definido no item 8 &#8211; Definições &#8211; do Pronunciamento CPC 04) em seus saldos iniciais. Esta opção é aplicável apenas e tão somente na adoção inicial, não sendo admitida revisão da opção em períodos subsequentes ao da adoção inicial.</p>
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		<title>IFRS: saiba mais sobre os CPCs 35 e 36</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Dec 2009 16:22:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[SÃO PAULO – Aprovadas na última semana pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), os CPCs 35 e 36 abordam a declaração das demonstrações separadas e consolidadas. As normas fazem parte do regimento que norteará a divulgação dos resultados financeiros das empresas pelo padrão de contabilidade internacional, IFRS, obrigatório no Brasil em 2010.
Conheça melhor as normas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>SÃO PAULO – Aprovadas na última semana pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), os CPCs 35 e 36 abordam a declaração das demonstrações separadas e consolidadas. As normas fazem parte do regimento que norteará a divulgação dos resultados financeiros das empresas pelo padrão de contabilidade internacional, IFRS, obrigatório no Brasil em 2010.</p>
<p>Conheça melhor as normas aprovadas:</p>
<p><strong>Pronunciamento CPC 35 –</strong> &#8220;Demonstrações Separadas&#8221; define como devem ser apresentados os investimentos em controladas, controladas em conjunto e coligadas, quando a entidade investidora opta ou é exigida por regulamentação específica, a apresentar demonstrações contábeis separadas. Cabe ressaltar, no entanto que, a exemplo da norma internacional, não há nenhum requerimento que faça das demonstrações separadas demonstrações obrigatórias. Esta faculdade somente foi introduzida em alinhamento à previsão existente nas normas internacionais de contabilidade.</p>
<p>Nas demonstrações contábeis separadas os investimentos são avaliados ao valor justo ou, em certas circunstâncias, ao custo. Portanto, as demonstrações separadas não substituem as demonstrações individuais (previstas em nossa legislação societária) ou as demonstrações consolidadas, mas as complementam. Por outro lado, é interessante notar que o IASB, também como regra, não dispõe sobre as demonstrações individuais quando a sociedade possui investimento em controlada, pois considera que, na existência de controlada a consolidação é obrigatória, e as demonstrações consolidadas simplesmente substituem as demonstrações individuais da controladora.</p>
<p><strong>Pronunciamento CPC 36 –</strong> &#8220;Demonstrações Consolidadas&#8221; especifica as circunstâncias em que a entidade deve consolidar as demonstrações contábeis de outra entidade (uma controlada, incluindo as controladas em conjunto), os efeitos contábeis de mudanças na participação relativa da controladora sobre a controlada e da perda do controle sobre a controlada; e a informação que deve ser evidenciada para permitir que os usuários das demonstrações contábeis avaliem a natureza da relação entre a entidade e suas controladas.</p>
<p><a href="http://www.financialweb.com.br/noticias/index.asp?cod=63150" target="_blank"><em>Fonte: Financial Web</em></a></p>
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		<title>Adesão ao IFRS atrai investidores, diz RI</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Dec 2009 16:14:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Eternit, fabricante de telhas e caixas-d’água, teve seu quadro de acionistas ampliado ao adotar práticas que trouxeram mais transparência aos negócios, complementadas pela adoção do padrão internacional IFRS já em 2006. 
“Nossa base acionária cresceu sete vezes com a decisão de irmos ao Novo Mercado. Isso porque os investidores reconhecem empresas pró-ativas no quesito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Eternit, fabricante de telhas e caixas-d’água, teve seu quadro de acionistas ampliado ao adotar práticas que trouxeram mais transparência aos negócios, complementadas pela adoção do padrão internacional IFRS já em 2006.<span style="font-size: 8pt; color: #666666; font-family: Verdana;"> </span></p>
<p>“Nossa base acionária cresceu sete vezes com a decisão de irmos ao Novo Mercado. Isso porque os investidores reconhecem empresas pró-ativas no quesito governança corporativa. Grande parte desse resultado foi conquistado com a adoção do IFRS, mesmo ele sendo obrigatório apenas a partir de 2010 no Brasil”, disse o assessor de Relações com Investidores da companhia, Rodrigo Luz, em evento do Instituto Brasileiro de Relações com Investidores (Ibri) e da Fipecafi na última semana.</p>
<p>A maioria dos acionistas do grupo é pessoa física, que representam 60% do quadro geral, seguidos por fundações, clubes e fundos de investimento, com 34% de participação.</p>
<p>Durante o evento, Luz anunciou que os balanços contábeis de 2010 das empresas coligadas e controladas pela Eternit também serão divulgados no modelo IFRS, estrutura hoje exclusiva dos resultados consolidados do grupo.</p>
<p>“O objetivo é tornar os resultados e a atuação da companhia mais acessível à análise dos investidores. Para isso, temos uma equipe que trabalha unicamente com a transição, o que não foi barato, e requer dedicação full time”, disse Luz, sem revelar os custos da companhia com a operação.</p>
<p><a href="http://www.financialweb.com.br/noticias/index.asp?cod=63063" target="_blank"><em>Fonte: Financial Web</em></a></p>
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		<title>Atraso no IFRS elevará custos corporativos, diz Audibra</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 18:53:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O atraso na divulgação das normas finais do novo padrão contábil, IRFS, e a falta de clareza nas resoluções já divulgadas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) resultarão na elevação dos custos corporativos durante a contabilidade dos balanços trimestrais de 2010. A opinião é do diretor de Programa de Certificação do Instituto dos Auditores Internos do Brasil [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O atraso na divulgação das normas finais do novo padrão contábil, IRFS, e a falta de clareza nas resoluções já divulgadas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) resultarão na elevação dos custos corporativos durante a contabilidade dos balanços trimestrais de 2010. A opinião é do diretor de Programa de Certificação do Instituto dos Auditores Internos do Brasil (Audibra), Renato Fontes Trisciuzzi.</p>
<p>“Pelo formato do novo padrão, não é possível trabalhar off book, ou seja, não dá para rever os cálculos, é necessário refazer tudo. Isso deverá elevar bastante os custos das empresas, seguindo o grau de automatização de cada uma”, analisou Trisciuzzi. Não foram dados valores ou proporções de gastos extras por conta da situação, uma vez que isso varia de companhia para companhia.</p>
<p>Segundo o executivo, pelo fato de as empresas não serem obrigadas a aderir ao padrão já nos três primeiros trimestres de 2010, irão preferir um retrabalho no cálculo a padronizar tudo antes do prazo final.</p>
<p><span style="font-size: 7.5pt; font-family: Verdana;"><a style="text-decoration: underline;" href="http://www.financialweb.com.br/blogs/blog.asp?cod=117" target="_blank"><span style="color: #800080;"><strong><span style="font-family: Verdana;"> </span></strong></span></a></span></p>
<p>&#8220;Os custos desse retrabalho dependerão do grau de automatização dos sistemas de cada empresa&#8221;, afirmou Trisciuzzi.  Para aquelas que têm capital aberto nas bolsas de Nova York, por exemplo, a transição será mais fácil e menos dispendiosa, pois o nível de automatização é mais elevado. Isso ocorre, por sua vez, pelo fato de que essas companhias geralmente operam com dois tipos de balanço, no formato brasileiro, conhecido como BR Gaap, e no norte-americano, o US Gaap.</p>
<p>De acordo com o especialista, a opção por não aderir ao IFRS logo no começo do exercício de 2010 provém da falta de informação precisa sobre como proceder durante a transição. “As companhias estão sentindo dificuldades em aplicar o padrão por não entenderem ainda as mudanças com as novas normas, o que as vem impedindo de tomarem a iniciativa de aderir ao IFRS já nos balanços trimestrais de 2010, isentos da obrigatoriedade”, resslatou Trisciuzzi.</p>
<p><a href="http://www.financialweb.com.br/noticias/index.asp?cod=62900" target="_blank"><em>Fonte: Financial Web</em></a></p>
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		<title>IFRS: CVM libera mais quatro determinações</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Nov 2009 11:32:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[IFRS]]></category>
		<category><![CDATA[Lei 11638]]></category>
		<category><![CDATA[ajuste]]></category>
		<category><![CDATA[lei 11.638]]></category>

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		<description><![CDATA[SÃO PAULO &#8211; A Comissão de Valores Mobiliários anunciou nesta quinta-feira (19), a liberação dos Pronunciamentos Técnicos CPC 38, 39 e 40 e um ofício-circular sobre a orientação OCPC 03, emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC). Essas normas contábeis, que fazem parte da Agenda Conjunta CVM e CPC, dão continuidade ao processo de regulação de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>SÃO PAULO &#8211; A Comissão de Valores Mobiliários anunciou nesta quinta-feira (19), a liberação dos Pronunciamentos Técnicos CPC 38, 39 e 40 e um ofício-circular sobre a orientação OCPC 03, emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC). Essas normas contábeis, que fazem parte da Agenda Conjunta CVM e CPC, dão continuidade ao processo de regulação de 2009 visando à convergência da contabilidade brasileira pelo padrão internacional IFRS, voltado às companhias abertas.</p>
<p>Os pronunciamentos tratam do reconhecimento e mensuração, da apresentação e da evidenciação de instrumentos financeiros. Já a Orientação Técnica OCPC 3 estabelece de maneira resumida como a entidade classifica seus instrumentos financeiros ativos e passivos, como os mensura, quando os reconhece no balanço patrimonial e como os divulga, dando também o tratamento relativo às suas mutações no resultado ou no patrimônio líquido.</p>
<p>Confira abaixo as características de cada deliberação:</p>
<ul>
<li><strong>CPC 38</strong> – &#8220;Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração&#8221; disciplina o reconhecimento e a mensuração de operações realizadas com instrumentos financeiros, incluindo derivativos, e o procedimento aplicável ao reconhecimento contábil das operações de hedge. Nesse último são definidos, sob a ótica contábil, os limites para que uma operação de hedge possa ser considerada como de proteção efetiva, bem como a documentação necessária para sua comprovação.</li>
<li><strong>CPC 39</strong> – &#8220;Instrumentos Financeiros: Apresentação&#8221; define termos importantes a serem utilizados quando da leitura de normas que envolvam instrumentos financeiros, principalmente os CPC’s 38 e 40, tais como, ativo financeiro, passivo financeiro, instrumento patrimonial, valor justo e instrumento resgatável. Trata, ainda, de um aspecto relevante no sentido da prevalência da essência econômica sobre a forma jurídica, que é a determinação das circunstâncias que qualificam os instrumentos financeiros a serem reconhecidos como instrumentos de dívida ou patrimonial.</li>
<li><strong>CPC 40</strong> – &#8220;Instrumentos Financeiros: Evidenciação&#8221; estabelece as informações mínimas que devem ser divulgadas nas demonstrações contábeis que permita a seus usuários avaliar a significância do instrumento financeiro para a posição patrimonial/financeira e o desempenho da entidade. Além disso, determina divulgações que permitam a avaliação da natureza e extensão dos riscos a que a entidade está exposta num período de referência, resultante de instrumentos financeiros, e como a entidade administra esses riscos.</li>
<li><strong>OCPC</strong> – 03 é produto da revisão e transformação do Pronunciamento CPC 14, editado para permitir a regulação de dispositivos da Lei 11.638/07 que tratam de transações com instrumentos financeiros, e que visava ser uma norma resumida e simplificada de suporte às companhias que não incorressem em transações financeiras sofisticadas. Nessa oportunidade, foram para ele convergidos partes dos IAS 32 e 39 consideradas como um conjunto mínimo de procedimentos essenciais para regulamentação das determinações prescritas na Lei 11.638/07 sobre reconhecimento, mensuração e evidenciação de instrumentos financeiros. À época, é conveniente lembrar, a agenda conjunta CVM/CPC previa a normatização de instrumentos financeiros em duas fases: a primeira, que culminou na emissão do CPC 14 e a segunda, agora, com a edição dos CPC’s 38,39 e 40, que convergem integralmente aos seus pares emitidos pelo IASB. Dessa forma, considerou-se que a manutenção do CPC 14 representaria uma duplicidade desnecessária e, por outro lado, que sua revogação significaria uma perda devido a sua característica sintética e objetiva. Por conta disso, decidiu-se pela sua manutenção, transformando-o numa Orientação de forma a servir de guia no reconhecimento, mensuração e divulgação de transações com instrumentos financeiros para as companhias que não incorram em transações sofisticadas com os referidos instrumentos. Destaque-se que, na hipótese de ocorrência de divergências interpretativas entre a OCPC – 03 e os Pronunciamentos CPC 38, 39 e 40, prevalecem as determinações contidas nesses últimos.</li>
</ul>
<p><a href="http://www.financialweb.com.br/noticias/index.asp?cod=62853" target="_blank"><em>Fonte: Financial Web</em></a></p>
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		<title>CVM decide adiar obrigatoriedade de balanço em IFRS para 2011</title>
		<link>http://www.ferrariavaliacoes.com.br/blog/?p=156</link>
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		<pubDate>Wed, 18 Nov 2009 19:09:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e o Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) decidiram adiar para 2011 a adoção obrigatória do padrão contábil internacional (IFRS, na sigla em inglês) pelas companhias abertas brasileiras.
Segundo comunicado divulgado hoje pela CVM, as companhias poderão apresentar os balanços trimestrais (ITRs) de 2010, de forma voluntária, segundo o atual padrão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e o Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) decidiram adiar para 2011 a adoção obrigatória do padrão contábil internacional (IFRS, na sigla em inglês) pelas companhias abertas brasileiras.</p>
<p>Segundo comunicado divulgado hoje pela CVM, as companhias poderão apresentar os balanços trimestrais (ITRs) de 2010, de forma voluntária, segundo o atual padrão contábil brasileiro (BR Gaap). Porém, esses balanços deverão ser reapresentados em formato IFRS até a divulgação do balanço anual (DFP) de 2010, o que ocorrerá no primeiro trimestre de 2011.</p>
<p>Além disso, os balanços trimestrais publicados em 2010 deverão trazer nas notas explicativas uma descrição das principais alterações que poderão ter impacto nas demonstrações financeiras anuais em função da conversão dos números para o IFRS. A CVM também pede, se possível, uma estimativa dos efeitos no patrimônio líquido e no resultado, ou esclarecimentos das razões que impedem a apresentação dessa estimativa.</p>
<p>O adiamento da obrigatoriedade deve-se ao fato da CVM e do CPC ainda não terem conseguido editar todos os pronunciamentos técnicos necessários para a adoção do IFRS pelas companhias brasileiras. A previsão inicial era que as normas estariam prontas em 30 de setembro. Agora, a CVM estima concluir as orientações no final de dezembro.</p>
<p>Por outro lado, como a CVM recebeu solicitações de companhias que queriam antecipar a aplicação do IFRS já no balanço anual de 2009, a autarquia também decidiu permitir tal prática. Neste caso, a companhia deverá aplicar as normas do IFRS também sobre as demonstrações financeiras de 2008 já apresentadas, para permitir a comparação dos resultados. O mesmo vale para os balanços trimestrais de 2010, que deverão ser comparáveis aos de 2009 em IFRS.</p>
<p><em>Fonte : O Globo &#8211; 11/11/2009</em></p>
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		<title>CVM questiona mais duas normas do IFRS</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 20:09:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Dois dias depois de afirmar que a adoção do modelo internacional no primeiro trimestre de 2010 seria “difícil”, a Comissão de Valores Mobiliários colocou em audiência pública na noite da última sexta-feira (13) mais duas minutas de adequação das normas contábeis brasileiras ao modelo internacional do IFRS. 
Os textos em questão são referentes ao Comitê [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dois dias depois de afirmar que a adoção do modelo internacional no primeiro trimestre de 2010 seria “difícil”, a Comissão de Valores Mobiliários colocou em audiência pública na noite da última sexta-feira (13) mais duas minutas de adequação das normas contábeis brasileiras ao modelo internacional do IFRS.<span style="font-size: 8pt; color: #666666; font-family: Verdana;"><a style="text-decoration: underline;" href="http://www.financialweb.com.br/cadastro.asp" target="_blank"></a> </span></p>
<p>Os textos em questão são referentes ao Comitê de Pronunciamentos Contábeis de número 43, sobre &#8220;Adoção Inicial dos Pronunciamentos Técnicos CPC 15 a 40&#8243;; e à nota Técnica ICPC 12, sobre &#8220;Mudanças em Passivos por Desativação, Restauração e Outros Passivos Similares&#8221;.</p>
<p><strong>Complemento </strong></p>
<p>De acordo com nota da autarquia, a Interpretação Técnica ICPC 12, apesar de não estar especificamente prevista no plano de trabalho do CPC, tem o objetivo de complementar o processo de convergência.</p>
<p>Diretamente relacionada aos Pronunciamentos Técnicos CPC 25 – &#8220;Provisões, Passivos e Ativos Contingentes&#8221; e CPC 27 – &#8220;Ativo Imobilizado&#8221;, a Interpretação fornece orientação sobre como contabilizar o efeito de mudanças na mensuração da obrigação que muitas entidades têm de desmontar, retirar e restaurar itens do imobilizado.</p>
<p><strong>Maior complexidade</strong></p>
<p>Mais complexo, o objetivo do Pronunciamento Técnico CPC 43 é fornecer as diretrizes necessárias para que as demonstrações contábeis individuais de uma entidade, elaboradas de acordo com os Pronunciamentos Técnicos, Interpretações e Orientações do CPC, possam estar em conformidade com as normas internacionais de contabilidade emitidas pelo IASB e também totalmente alinhadas às demonstrações contábeis consolidadas.</p>
<p>Por essa razão, o Pronunciamento CPC 43 está diretamente relacionado com o Pronunciamento CPC 37 – “Adoção Inicial das Normas Internacionais de Contabilidade&#8221;, de forma que as opções adotadas para fins daquele Pronunciamento CPC 37 devem também ser adotadas para fins do Pronunciamento CPC 43, como forma a minimizar as eventuais diferenças entre as demonstrações contábeis individuais e consolidadas.</p>
<p>Dessa forma, explicou a CVM, antes de aplicar o Pronunciamento CPC 43, a entidade deve  adotar Pronunciamento Técnico CPC 37 – &#8220;Adoção Inicial das Normas Internacionais de Contabilidade”.</p>
<p>“O Pronunciamento destaca a existência de somente duas exceções em que as demonstrações contábeis elaboradas de acordo com os Pronunciamentos Técnicos, Interpretações e Orientações emitidos pelo CPC possam não ser consideradas como de acordo com as normas internacionais de contabilidade emitidas pelo IASB”, explicaram os técnicos. Essas isenções são as seguintes:</p>
<ul>
<li>a aplicação, nas demonstrações contábeis individuais, do método da equivalência patrimonial aos investimentos em controladas; e</li>
<li>a manutenção do saldo do ativo diferido, conforme permitido pelo art.299-A da Lei nº 6.404/76, incluído pela Lei nº 11.941/09.</li>
</ul>
<p>No entanto, o Edital destaca uma outra questão. A Lei nº 11.638/07 permitiu às companhias manterem o saldo da reserva reavaliação, existente em 31 de dezembro de 2007, até a sua efetiva realização.</p>
<p>Em decorrência, duas situações se apresentam:</p>
<ul>
<li>a possibilidade de eliminação desse saldo nas demonstrações consolidadas em IFRS, o que acarretaria em mais uma diferença entre as demonstrações individuais e as consolidadas; e</li>
<li>a manutenção desse saldo também nas demonstrações consolidadas, com a indagação de se neste caso essas demonstrações seriam consideradas em conformidade com os IFRS.</li>
</ul>
<p>“A CVM está especialmente interessada em receber opiniões sobre esse assunto”, concluiu a autarquia.</p>
<p><a href="http://www.financialweb.com.br/noticias/index.asp?cod=62698" target="_blank"><em>Fonte: Financial Web</em></a></p>
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		<item>
		<title>Aplicação do IFRS no 1º trimestre será “difícil&#8221;</title>
		<link>http://www.ferrariavaliacoes.com.br/blog/?p=150</link>
		<comments>http://www.ferrariavaliacoes.com.br/blog/?p=150#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 20:04:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Em virtude do atraso da agenda de divulgação das normas contábeis pelo modelo internacional do IFRS, a Comissão de Valores Mobiliários afirmou, por meio de nota nesta quarta-feira (11), que a aplicação do modelo já no primeiro trimestre de 2010 será “difícil”. Dessa forma, a autarquia aconselhou os contribuintes a utilizar os padrões atuais. 
O [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em virtude do atraso da agenda de divulgação das normas contábeis pelo modelo internacional do IFRS, a Comissão de Valores Mobiliários afirmou, por meio de nota nesta quarta-feira (11), que a aplicação do modelo já no primeiro trimestre de 2010 será “difícil”. Dessa forma, a autarquia aconselhou os contribuintes a utilizar os padrões atuais.<span style="font-family: Verdana; color: #666666; font-size: 8pt;"> </span></p>
<p>O novo modelo será obrigatório para as companhias de capital aberto nas demonstrações anuais relativas a 2010 – lembrando que é necessário que a base comparativa de 2009 seja compatível. O uso nos Formulários de Informações Trimestrais (ITRs), por outro lado, seria facultativo.</p>
<p>Conforme o documento encaminhado à imprensa, todas as minutas do Comitê de Pronunciamentos Contábeis deveriam ter sido publicadas até 30 de setembro. Porém, a autarquia prometeu a agenda completa apenas no fim deste ano.</p>
<p>“Em função de imprevistos, aliado ao fato da complexidade na aplicação de algumas das normas e à necessidade de se proceder alterações de sistemas de controle e sistemas contábeis, muitas companhias teriam dificuldades de aplicar com segurança todo o conjunto de Pronunciamentos Técnicos já a partir da 1ª Informação Trimestral de 2010”, ponderou a CVM por meio de nota.</p>
<p>O órgão aconselhou as companhias que elaborem os balanços dos primeiros três meses do ano com base nos mesmos modelos utilizados antes da instituição da IFRS. “A CVM entendeu ser conveniente facultar às companhias abertas a adoção temporária, nas ITRs de 2010, do conjunto de normas vigentes até 2009. Cabe ressaltar que, nestes casos, as ITRs de 2010 serão plenamente comparáveis aos de 2009”, divulgou o órgão em nota oficial.</p>
<p>Caso as empresas ainda assim optem por entregar os ITRs já nos moldes do IFRS, precisam tomar os seguintes cuidados:</p>
<ol>
<li>Divulgar o fato em nota explicativa aos ITRs de 2010, junto com uma descrição das principais alterações que poderão ter impacto sobre as suas demonstrações financeiras do encerramento do exercício, e, se possível, uma estimativa dos seus efeitos no patrimônio líquido e no resultado ou os esclarecimentos das razões que impedem a apresentação dessa estimativa;</li>
<li>Reapresentar todos os ITRs de 2010, comparativamente com os de 2009 também ajustados às normas de 2010, até a apresentação das demonstrações financeiras do exercício social iniciado a partir de primeiro de janeiro de 2010.</li>
</ol>
<p><a href="http://www.financialweb.com.br/noticias/index.asp?cod=62585" target="_blank"><em>Fonte: Financial Web</em></a></p>
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		<title>IMPACTO DO IFRS: Mudança contábil reduz lucros</title>
		<link>http://www.ferrariavaliacoes.com.br/blog/?p=148</link>
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		<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 10:40:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[IFRS]]></category>
		<category><![CDATA[Lei 11638]]></category>

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		<description><![CDATA[O início da adoção da nova contabilidade brasileira, nos balanços anuais de 2008, trouxe impactos significativos, além de muito trabalho. Estudo da consultoria e auditoria Ernst &#38; Young mostra que os lucros tiveram redução de 20% em relação ao que seriam se apurados pelas normas antigas.
O levantamento contemplou 40 companhias abertas, eleitas entre as 100 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O início da adoção da nova contabilidade brasileira, nos balanços anuais de 2008, trouxe impactos significativos, além de muito trabalho. Estudo da consultoria e auditoria Ernst &amp; Young mostra que os lucros tiveram redução de 20% em relação ao que seriam se apurados pelas normas antigas.</p>
<p>O levantamento contemplou 40 companhias abertas, eleitas entre as 100 de maior valor de mercado na Bovespa. Foram consideradas na amostra as empresas que não são instituições financeiras ou seguradoras e que tenham apresentado conciliação detalhada para lucro e patrimônio no balanço anual do ano passado, comparando as regras novas e as antigas. A pesquisa englobou companhias representantes de dez diferentes setores da economia.</p>
<p>De acordo com o estudo, o lucro líquido somado dessas companhias foi de R$ 67 bilhões em 2008. Esse valor foi reduzido em R$ 16,5 bilhões pelas 17 novas regras contábeis emitidas do ano passado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), em conjunto com o Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC). Pelas normas antigas, portanto, o lucro dessas companhias seria de R$ 83,5 bilhões.</p>
<p>As novas normas fazem parte do processo de convergência da contabilidade nacional ao padrão internacional, conhecido pela sigla IFRS. A Brasil foi colocado oficialmente na rota de harmonização das normas contábeis pela Lei 11.638.</p>
<p>“Esses ajustes são necessários para que as empresas passem a trabalhar com um padrão claro, transparente e mais acessível aos investidores, inclusive os estrangeiros”, afirmou Reginaldo Alexandre, presidente da unidade paulista da Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais.</p>
<p>Na avaliação dele, analistas e investidores estão conscientes de que a redução dos lucros, neste caso, foi contábil e reconhecem os benefícios das novas regras.</p>
<p>Paul Sutcliffe, sócio da Ernst &amp; Young, explica que o efeito da adoção inicial da nova contabilidade no Brasil foi diferente da média geral verificada na Europa. Lá, a aplicação do IFRS produziu, em geral, aumento nos resultados das companhias.</p>
<p>Mas as diferenças se devem, basicamente, às peculiaridades do processo brasileiro, que vem ocorrendo de forma gradual. O objetivo é que as companhias brasileiras estejam plenamente adaptadas ao padrão internacional em 2010.</p>
<p>Com isso, o balanço de 2008 sentiu o impacto de algumas normas, em gerais, redutoras de lucros, mas não o benefício de outras, que podem elevar os ganhos</p>
<p>O momento econômico global do ano de estreia também explica parte do resultado. Sutcliffe contou que o levantamento aponta que duas regras específicas foram as principais responsáveis pela redução dos lucros: a que trata dos efeitos das mudanças nas taxas de câmbio e conversão de demonstrações contáveis e a que diz respeito à perda de valor de ativos.</p>
<p>O ano de 2008 registrou forte variação cambial, com alta do dólar próxima de 32%. As companhias que possuem ativos no exterior costumavam, pelas normas antigas, ser beneficiadas pela valorização desses bens por conta da moeda. Com as regras novas, porém, tal ganho deixou de transitar pelo resultado e passou a ser lançado diretamente no balanço patrimonial, sem afetar o lucro.</p>
<p>Segundo o estudo, somente essa regra, conhecida pela sigla CPC 02, diminuiu o lucro em R$ 8 bilhões, ou em 9,6% sobre o total dos resultados. Das empresas pesquisas, 15 reconheceram um ajuste.</p>
<p>A outra norma relevante cuja estreia gerou estragos nos balanços foi a que trata do valor recuperável de ativos, ou “impairment”, como os técnicos gostam de chamá-la &#8211; CPC 01. Essa norma determina que ativos que tenham sofrido deterioração de valor devam ter o registro no balanço atualizado para baixo, por meio de uma “baixa contábil”. Isso deve ser feito sempre que a companhia perceber que um bem não produzirá a riqueza compatível nem pelo uso nem pela venda.</p>
<p>Foi o segundo item de maior impacto na adoção das normas, produzindo uma diminuição nos lucros de R$ 5,7 bilhões ou 6,8% do total &#8211; embora tenha ocorrido em apenas sete das empresas avaliadas. Na opinião de Sutcliffe, o fato dessa norma ter estreado em meio a uma crise sem precedentes contribuiu para o resultado.</p>
<p>A Vale e a Cesp fizeram reduções de R$ 2,4 bilhões e R$ 2,3 bilhões no valor da Inco e da usina Porto Primavera, respectivamente.</p>
<p>Por fim, também a marcação a mercado de instrumentos financeiros das companhias trouxe impactos à última linha do balanço das empresas, especialmente num momento de crise como o fechamento do ano passado. O ajuste a essa regra representou 2,5% sobre o valor dos lucros do ano passado.</p>
<p>Apesar de o ano de 2008 já ter sofrido impactos significativos nos resultados, 2009 e 2010 ainda terão ajustes relevantes.</p>
<p>O sócio da Ernst &amp; Young lembrou que a adoção de uma regra que contribuiu positivamente na Europa começará no Brasil só neste ano. Trata-se da norma que retira do balanço a amortização de ágio proveniente de movimentos de aquisição de companhias. Esse item é importante redutor do lucro, embora sem efeito caixa. O processo de convergência eliminará esse abatimento dos balanços.</p>
<p>Para os resultados do ano seguinte &#8211; 2010, portanto &#8211; outra regra nova relevante é a da depreciação dos ativos. A norma determinará que o lançamento das despesas pelo uso de máquinas e equipamentos reflita a vida útil dos bens. Para Sutcliffe, é possível que haja um alongamento desses prazos e, com isso, redução das despesas e efeito positivo sobre o lucro.</p>
<p>Pelas regras vigentes, ainda prevalece nos balanços a adoção de taxas de depreciação sugeridas pela Receita Federal, que, de forma geral, tornam a contabilização dos desgaste dos bens mais rápida.</p>
<p>Os resultados do levantamento da Ernst &amp; Young serão apresentados hoje em um ciclo de palestras da Apimec, em São Paulo, a respeito do processo de convergência contábil. Serão cinco manhãs entre hoje e o dia 2 de julho. Cada manhã será dedicada a um setor específico da economia.</p>
<p style="text-align: right;"><strong><em>Graziella Valenti e Silvia Fregoni / Valor Online</em></strong></p>
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		<title>Adequação ao IFRS é mais difícil para empresas LTDA</title>
		<link>http://www.ferrariavaliacoes.com.br/blog/?p=144</link>
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		<pubDate>Fri, 06 Nov 2009 19:49:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[As empresa de responsabilidade limitada, conhecidas pela nomenclatura LTDA, têm sentido mais dificuldades do que as sociedades anônimas (SAs) para se adequarem às normas contábeis internacionais do IFRS. Os relatos foram recebidos pela Global Consultoria e a Sispro e indicam que isso se deve à diferença na cultura organizacional entre os dois grupos.
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Elas [as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste" style="overflow: hidden; position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px;">As empresa de responsabilidade limitada, conhecidas pela nomenclatura LTDA, têm sentido mais dificuldades do que as sociedades anônimas (SAs) para se adequarem às normas contábeis internacionais do IFRS. Os relatos foram recebidos pela Global Consultoria e a Sispro e indicam que isso se deve à diferença na cultura organizacional entre os dois grupos.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow: hidden; position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px;">Links Patrocinados</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow: hidden; position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px;">Elas [as LTDA] nunca tiveram a necessidade de ter seu balanço realizado e publicado da mesma maneira como acontece com as sociedades anônimas. Não se trata de uma crítica nem de uma situação grave, mas é uma realidade de que necessita ser alterada, Oliveira, especialista em gestão de Patrimônio e Impairment da companhia.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow: hidden; position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px;">Pesquisa divulgada recentemente pela Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi) mostrou que a contabilidade da grande maioria das empresas de capital fechado, especificamente 85% delas, é considerada capenga. Os dados foram obtidos no levante de informações para desenvolvimento do Troféu Transparência, produzido em parceria com a Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac) e Serasa Experian.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow: hidden; position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px;">Para a elaboração da premiação 2009, foram analisadas 472 companhias fechadas. Deste total, apenas 77, ou cerca de 15% delas, tiveram condições de passar pelo primeiro filtro da análise.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow: hidden; position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px;">Oliveira explica que a maior dificuldade nas sociedades limitadas existe porque as equipes nunca receberam este tipo de demanda e treinamento para tal. Este fator pode exigir mais trabalho em todas as fases do processo, inclusive no melhor entendimento sobre o que realmente pode ou não pode ser feito.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow: hidden; position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px;">De acordo com a Lei 11.638, as empresas que registraram no ano passado ativo total superior a R$ 240 milhões, ou receita bruta anual superior a R$ 300 milhões, devem apresentar em seus balanços trimestrais as informações exatas e atualizadas sobre o Teste de Impairment de ativos de longa duração.</div>
<p>As empresa de responsabilidade limitada, conhecidas pela nomenclatura LTDA, têm sentido mais dificuldades do que as sociedades anônimas (SAs) para se adequarem às normas contábeis internacionais do IFRS. Os relatos foram recebidos pela Global Consultoria e a Sispro e indicam que isso se deve à diferença na cultura organizacional entre os dois grupos.</p>
<p><span style="background-color: #ffffff;">Elas [as LTDA] nunca tiveram a necessidade de ter seu balanço realizado e publicado da mesma maneira como acontece com as sociedades anônimas. Não se trata de uma crítica nem de uma situação grave, mas é uma realidade de que necessita ser alterada, Oliveira, especialista em gestão de Patrimônio e Impairment da companhia.</span></p>
<p><span style="background-color: #ffffff;">Pesquisa divulgada recentemente pela Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi) mostrou que a contabilidade da grande maioria das empresas de capital fechado, especificamente 85% delas, é considerada capenga. Os dados foram obtidos no levante de informações para desenvolvimento do Troféu Transparência, produzido em parceria com a Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac) e Serasa Experian.</span></p>
<p><span style="background-color: #ffffff;">Para a elaboração da premiação 2009, foram analisadas 472 companhias fechadas. Deste total, apenas 77, ou cerca de 15% delas, tiveram condições de passar pelo primeiro filtro da análise.</span></p>
<p><span style="background-color: #ffffff;">Oliveira explica que a maior dificuldade nas sociedades limitadas existe porque as equipes nunca receberam este tipo de demanda e treinamento para tal. Este fator pode exigir mais trabalho em todas as fases do processo, inclusive no melhor entendimento sobre o que realmente pode ou não pode ser feito.</span></p>
<p><span style="background-color: #ffffff;">De acordo com a Lei 11.638, as empresas que registraram no ano passado ativo total superior a R$ 240 milhões, ou receita bruta anual superior a R$ 300 milhões, devem apresentar em seus balanços trimestrais as informações exatas e atualizadas sobre o Teste de Impairment de ativos de longa duração.</span></p>
<p><strong><a href="http://www.jusbrasil.com.br/noticias/1863292/adequacao-ao-ifrs-e-mais-dificil-para-empresas-ltda">Fonte:</a></strong><a href="http://www.jusbrasil.com.br/noticias/1863292/adequacao-ao-ifrs-e-mais-dificil-para-empresas-ltda"> JusBrasil</a></p>
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